sábado, 19 de agosto de 2017

[RESENHA] O Leitor- Bernhard Schlink


Escrito por Bernhard Schlink em 1995, “O Leitor” traz uma leitura simples e intrigante do começo ao fim. O livro conta através do olhar de Michel, um romance cheio de significados que havia vivido em sua adolescência, onde na sua maturidade se encontra sem caminho quando vê sua amada envolvida com um dos eventos, senão o mais macabro da humanidade: A Segunda Guerra Mundial.
Reprodução
Bernhard retrata essa história de forma sucinta e simples sem o apelo aos clichês dos livros  de romance. Suas personagens são fortes e com características de definem o ritmo da história.


“O Leitor” é uma leitura que não termina na primeira leitura, é preciso lê-lo com maturidade senão lê-lo várias vezes, já que o livro está carregado de simbologias, seja elas relacionadas ao sexo, a juventude e a Alemanha pós e durante a guerra. Entretanto, esses pontos levantados não são críticas negativas. A trama  entre Michael e Hanna não perdem o protagonismo e da forma como foi narrada é possível praticamente sentir e viver a história.

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Além disso, “ O Leitor” ganhou em 2008 sua versão para o cinema. Os atores principais são nada mais, nada menos que Kate Winslet e Ralph Fiennes. O longa é um dos poucos filmes que não ofendem o livro e nem os fãs da versão escrita, isso deve explicar a razão dos 5 Oscars ganhos além de outros prêmios como o Globo de Ouro. Assim como o livro, o filme é emocionante e cheio de simbologias  que valem toda a atenção possível.


As Marchas da Morte
Um dos episódios também causadores de inúmeras mortes durante a Segunda Guerra Mundial foram as apelidadas pelos judeus de “Marchas da Morte”.
Esses deslocamentos forçados de prisioneiros dos campos de concentração  ocorriam várias vezes entre um campo a outro. O mais marcante foi o de Auschwitz que marcou o janeiro de 1945 já que foi a maior das  marchas.
Segundo o site Discovery, cerca de 60 mil prisioneiros viajaram durante 4 dias a pé. O motivo? Esconder as provas das condições desumanas dos campos.
Ao frio de 23Cº abaixo de zero, estima-se que houveram 9 mil mortos entre eles Anne Frank que faleceu assim que chegou ao destino. Outros 15 mil chegaram feridos.

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