quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Quero apenas cinco coisas...


Reprodução


Quero apenas cinco coisas... 

Primeiro é o amor sem fim 
A segunda é ver o outono 
A terceira é o grave inverno 
Em quarto lugar o verão 
A quinta coisa são teus olhos 
Não quero dormir sem teus olhos. 
Não quero ser... sem que me olhes. 
Abro mão da primavera para que continues me olhando

Pablo Neruda


Depois de dois meses, existia uma noite agradável em Curitiba. Não fazia frio, mas o vento soprava fazendo lembrar que no dia seguinte começava mais uma semana daquele mês angustiante de agosto.

Os rapazes e as moças já estavam cansados do dia que tiveram, um corre e um sobe, um traz e outro monta. Algumas brigas tão rápidas que se foram tão rápidas quanto vieram. E daí era tudo brincadeira, não valia dinheiro e sim uma conquista simbólica sobre os demais.
Mas naquele finalzinho de dia, descia de elevador aquela que não havia brincado durante o dia, aquela que tivera antecipado o recado do vento, aquela que passara o dia lendo coisas que na prática não se realizarão.
E uma multidão a esperava para o fim da grande gincana do final de semana: Recitar uma poesia. Entre risinhos e cochichos finalmente pegava o microfone o rapaz com o cabelo incomparável com a cara toda suja de chantilly recitou Neruda para aquela que vos escreve agora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário