sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Cartinhas ao Papai Noel


Um ano antes de descobrir através da minha avó e pela minha mãe que o tal Papai Noel não existia, me lembro ter escrito um carta para ele, argumentava que havia sido uma boa menina durante todo o ano com os meus pais e também na escola, por fim pedia que gentilmente ele me trouxesse de natal uma caixa registradora de brinquedo (a simplicidade das crianças é uma das coisas mais bonitas do mundo!). Entreguei a cartinha para minha mãe e ela disse que colocaria no correio.
Hoje no natal, penso nas milhares de crianças, que assim como eu há muitos anos atrás, escreveram cartinhas, algumas pedindo bicicletas e bonecas dos mais variados preços enquanto outras pediram saúde para o avô com câncer ou uma prótese para a sua própria deficiência.
Crianças de todas as idades e classes unidas com um mesmo sentimento de esperança para algo tão simples: Receber do papai Noel um presente. 
Hoje milhares de crianças receberam seu pedidos, o carrinho que faz aquilo, a boneca que faz aquilo outro e outras milhares por condições financeiras ou impossibilidade de mudar sua realidade não receberam o que pediram e ainda permanecem com a esperança de um Natal melhor. 
Tanto se fala do Natal que o essencial se perde: O amor pelo próximo, a começar por essa crianças. O que podemos aprender com elas e suas cartinhas? E mais, o que podemos fazer por elas? 
A questão não é mudar o mundo, mas fazer algo para mudar alguma coisa e não importa o tamanho dessa ação, o que importa é a boa vontade de fazê-lo independente da época e de quem. 
Se uma criança com uma cartinha pensa que está fazendo um grande movimento e tem esperança nisso imagine o que um  adulto poderia fazer. É, talvez elas sejam mais fortes que nós porque muitas ainda que não receberam seus pedidos de natal, permanecem na esperança de recebê-lo e fará o possível e o melhor para merecê-lo.
Não mude o mundo. Faça alguma coisa!  

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