sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Machismo: Engraçado para ELE e constrangedor para ELA


“Hey sua linda”, “Nossa, que gostosa” ou “Olha pra mim” quem nunca passou por esse momento constrangedor não é mulher. E de fato, em pleno século XXI a mulher ainda é vista como um pedaço de carne.
Ultimamente tenho visto muitos blogs com campanhas contra esse machismo bárbaro que não somente há no Brasil, mas mulheres do mundo inteiro ainda sofrem, o pior, ainda há muita gente que acha as “cantadas” motivos de piada. Estranho, porque quem recebe esse tipo de tratamento não acha nem um pouco engraçado.
Mulheres não são mais objeto de troca igual era na Idade Média nem são obrigadas a serem submissas aos seus maridos como a alguns anos não tão distantes, por que então as mulheres devem serem flexíveis e levar esse desrespeito baixo como uma brincadeira?
Anos e anos de evolução do Homo Sapiens estancado pelo machismo ridículo da nossa sociedade atual que faz com que as mulheres escondam-se de sua própria natureza. Então tenho outra pergunta, se as mulheres devem esconder sua natureza feminina e abdicar seu direito de liberdade ao evitar vaidades por causa do medo de passar por situações constrangedoras, porque o homem também assim não o faz com a sua natureza e masculinidade já que somos, perante a lei, todos iguais?  
São perguntas que para muitos são ridículas e absurdas mas para muitas fazem muito sentido.
A falta de respeito muitas vezes é alimentado pelas próprias mulheres, quando que mesmo com a lei Maria da Penha que por medo esquecem que o direito de ir e vir é dele e dela também. Ou quando ela mesmo se futiliza e esquece que no passado mulheres como Rosa Parks, Joana D’ arc. e o mais recente Tina Turner mudaram a história do mundo e de si mesmas defendo com mais honra os valares nos quais acreditava do que muito homem por ai.

Meninas, falar de machismo é difícil já que parece que nada muda, sempre que andamos na rua sentimos ser observadas o medo é constante em todos os momentos do dia, mas sim somos capazes de fazer a diferença, como? Não sei, mas tenho a esperança de que um dia toda essa palhaça de “cantadas” seja devidamente punida. 

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